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NOVA ENTREVISTA COM GEORGIE HENLEY



Nell Minow, escritora e crítica de cinema americana, compareceu a premiere de "The Sisterhood of Night" em Nova York, no dia 02 de abril, onde realizou uma entrevista com a Georgie. Confira:


Georgie Henley estrela em "The Sisterhood of Night", uma história de intensa amizade feminina e bullying, baseada na história de Steven Millhauser. Eu sou uma grande fã desde que ela interpretou Lúcia nos filmes de Nárnia, e foi adorável ter a chance de conversar com ela sobre a filmagem no estado de Nova York e seu trabalho em cima do sotaque americano.


Nell: Você gostou de trabalhar no local do filme?

Georgie: Nós estávamos gravando em Kingston, onde nós ficamos por duas horas fora da cidade de Nova York. Era um lugar do mundo onde eu nunca estive. O cenário era deslumbrante. E nós fomos muito bem recebidos pelo moradores. Toda a comunidade realmente se envolveu na gravação do filme, que é sempre fantástica. Você sabe que não quer invadir o espaço das pessoas e irritá-las. Então foi explêndido e nós temos uma um incrível diretor de fotografia no filme e ele realmente fez a maioria da localização fantástica com a qual estávamos trabalhando.


Nell: O filme realmente capta a intensidade das amizades que são tão importantes nessa idade. Então como você e o elenco ficaram confortáveis uns com os outros e estabeleceram aquela química?

Georgie: Tudo aconteceu muito rápido. Nos estávamos todos meio que na tenra idade em nossos anos de adolescência. Desde o minuto que nos conhecemos nós soubemos que nos daríamos bem. Eu me lembro que tínhamos muito material de pré-produção em Nova York e fomos assistir a alguns shows juntos, jantávamos e estávamos meio que pegando nossos trajes e curtindo conhecer uns aos outros. Então, a primeira vez que fomos a Kingston nós realmente começamos a gravar o filme. Então logo que chegamos em Kingston, nós realmente iniciamos a gravação do filme, nós estávamos todos ficamos na mesma estalagem. Estávamos todos gastando cada minuto uns com os outros, nos tornamos inseparáveis e quando não estávamos brincando no set, era no hotel ou ficando juntos até às 3h jantando em algum lugar ou apenas nos divertindo e passeando. Então, nós realmente não precisamos forçar essa conexão. Ela veio muito fácil. Todos nós adoramos completamente uns aos outros. Fizemos amizade para a vida, o que é lindo, mas também, eu acho às vezes, que muito raro. Isso foi fantástico, foi ótimo!

Nell: Como você conseguiu esse magnífico sotaque americano?

Georgie: Oh, obrigada! Quando eu pensei sobre as audições para o projeto americano eu sabia que eu precisava ter um bom sotaque americano. Eu sou terrível com sotaques. Eu penso que o americano é o único que eu possivelmente posso fazer. Então eu costumava ter sessões de Skype com uma treinadora dialeta em Nova York e nós treinávamos através de scripts, pensando sobre regras mas também desenvolvendo o ouvido para o sotaque. E eu percebi que depois de ter tido algumas sessões com ela, eu estava hábia ao sotaque apenas por ouvir. Quando você está nos sets com americanos é surpreendentemente fácil deixar aquela osmose natural acontecer e isso meio que se infiltra no seu cérebro e no seu dialeto. Então, acho que, quando eu estou cercada de americanos, posso simplesmente deslizar para isso bem naturalmente. Eu me estresso bastante sobre o sotaque, então é legal quando as pessoas me dizem que está bom. Isso me deixa muito feliz.

Nell: Você pegou algum americanismo?

Georgie: Estive no Atlanta Film Festival e eu e minha mãe ficamos obcecadas com aquela expressão y'all [contração de you-all, usado em alguns lugares dos EUA para diferenciar o pronome que pode tanto ser usado para o singular como para o plural]! Ela comprime tudo e é fácil de pronunciar.

Nell: Quando você ouviu falar pela primeira vez de “Sisterhood of the Night?”

Georgie: Eu li o roteiro muito tempo atrás, deve ter sido dois ou três anos antes mesmo de eles começarem a fazer testes para o filme. E então cerca de três ou quatro anos depois eu tinha esse roteiro no meu e-mail e o rascunho que eu li era ainda melhor do que o último. Sou muito seletiva em relação a projetos, sinto que quando você lê alguma coisa você tem que estar realmente absorto em algo. Esse roteiro para mim era incrivelmente cru e honesto e realmente muito bem escrito. E eu poderia dizer que dentro do tipo de complexidades da descrição, ele também iria ser incrivelmente deslumbrante visivelmente. Eu estava tipo, "Tenho que estar nesse filme." E eu tentei enviar alguns testes. Na verdade, eu originalmente fiz testes para Lavinia e Emily. Eu amo o papel de Mary, mas eu simplesmente não conseguia me ver como Mary. Eu estava pensando comigo mesma, eu definitivamente dou mais para uma sonhadora, talvez uma rejeitada, e eu meio que me encaixo mais no papel de Lavinia e Emily. E então eles me falaram, "Nós adoraríamos ver você tentar Mary." E eu fiquei tipo "Sério? Têm certeza?" Eu fui sortuda o bastante para conseguir o papel, e ainda me surpreende que eles confiaram e mim um papel tão incrível. Isso foi um ato de fé para eles, principalmente porque eles nunca tinham me conhecido. Foi inteiramente feito através de vídeos, bastante aterrorizante para mim.

Nell: Você começou a atuar bem jovem. No que essa experiência ajudou você para esse filme?

Georgie: É meio estranho porque eu estou acostumada a ser a menos experiente num set de filmagem, e então eu entrei nisso e vi que as pessoas estavam agora me questionando e que eu estava as aconselhando, enquanto normalmente tem sido o contrário. Eu gosto de ser capaz de ser um pouco uma irmã mais velha pra todo mundo. Se alguém estava preocupado sobre ter uma cena emocional ou algo assim, ser capaz de falar com eles sobre isso foi maravilhoso. Não acho que isso faz diferença em minha performance porque eu penso que não importa o quanto você seja experiente, eu ainda sempre fico uma pilha de nervos quando estou no set, porque eu apenas quero fazer um bom trabalho. Mas foi legal ser capaz de ajudar outras pessoas e de dizer para elas que daria certo, não importa se você falhar, e falar com elas sobre coisas as quais elas estavam preocupados ou cenas que elas não tinham certeza de como abordar, então sim, foi legal fazer isso.

Nell: Umas das coisas mais interessantes sobre o filme é o modo como vemos o quanto a evolução da tecnologia e da mídia social têm ampliado a típica intensidade adolescente em lidar com relações e sentimentos deixados de fora. Então me conte um pouco sobre como você acha que isso se desenrola no filme.

Georgie: Sim, mídia social é definitivamente uma coisa geracional. E foi empolgante fazer parte de um filme que explorou temas de alienação e identidade mas em uma perspectiva totalmente nova com esse tipo de mídia social. Eu mesma não sou uma pessoa de mídia social, não tenho nada, não tenho Facebook ou Twitter ou Instagram ou qualquer coisa assim, mas eu posso entender a força disso. E eu acho que é realmente importante que jovens vejam esse filme, garotas e garotos, porque ele mostra os perigos de se expôr e também os de ceder à pressão de colegas, deixando algo girando fora de controle, porque uma vez que algo está online, está praticamente online para sempre. Não há eliminação real disso. Eu continuo voltando a repetir e sei que é muito simplista, mas é realmente um filme importante. Eu acho que é extremamente importante para que as pessoas vejam, colocando de lado a beleza da produção e dos roteiros, a mensagem do filme. Porque não é um filme exaustivo e não está dizendo que a mídia social é ruim, mas está apenas explorando os diferentes elementos da mesma e tentando mostrar às pessoas que obviamente há dois lados para tudo, existem dois lados para todos os diálogos na Internet.


Tradução e adaptação: Georgie Henley Brasil